ARTESANATO,

UM SINAL DE RESISTÊNCIA

 

tipologias

BORDADO

TECELAGEM

RENDA

TRANÇADO

CERÂMICA

MADEIRA

INDÍGENA

SUSTENTÁVEL

TÉCNICAS DIVERSAS

 

definições

rústico

habilidade

craft

ARTE

obra

manual

tradição

popular               

raiz

Contextualizar é diferente de limitar.
O movimento artesanal percorre caminhos plurais,
o que possibilita surgir questionamentos.

Assim, podemos definir o universo que permeia nosso trabalho >>

                                             

"Produtos artesanais são aqueles confeccionados por artesãos,

seja totalmente a mão, com o uso de ferramentas ou até mesmo por meios mecânicos, desde que a contriubição direta manual
permaneça como o componente mais substancial do produto acabado. Essas peças são produzidas sem restrição em termos de quantidade e com o uso de matérias primas de recursos sustentáveis.
A natureza especial dos produtos artesanais deriva de suas características distintas, que podem ser utilitárias, estéticas, artísticas, criativas, de caráter cultural e simbólicas e
significativas de ponto de vista social."

Unesco, 1997

na história do mundo

6.000 a.C.

Conhecer a história do artesanato é se reconhecer na nossa própria existência. Para deixar o reflexo de nossa passagem pelo planeta, sempre nos expressamos também através de peças palpáveis.

O primeiro objeto feito pelo ser humano - seja para bens de utilidade, uso rotineiro, adornos ou manifestações - foi por meio de um processo manual.

Polir a pedra, esculpir o barro, tecer fibras animais e vegetais... há registros concretos ainda no período neolítico de produção artesanal.

séc. XIX

Na Europa, os artesãos passaram a se organizar em grupo como uma nova estrutura de trabalho, as corporações de ofício. Nada mais eram do que oficinas, onde o artesão 'mestre' se juntava a um grupo de aprendizes para transmitir seu conhecimento técnico em troca de mão de obra.

 

Nesse tempo, o indivíduo tinha uma relação legítima de liberdade, satisfação e identificação com o trabalho. Participava do início ao fim do processo produtivo e via valor no seu fazer.

Rev. Ind.

Veio a Revolução Industrial e o artesanato perdeu muito seu valor.

Já que o capitalismo divide o trabalho em funções específicas, visa a produção em massa, maior lucratividade e uso de máquinas, as premissas do artesanato não faziam mais sentido diante das novas práticas daquela sociedade.

Na tentativa de lidar com as contradições do novo movimento, William Morris*     funda o Grupo de Artes e Ofícios, tentando valorizar o trabalho artesanal e se opondo à mecanização.

Desenhos 

de

Willian 

Morris

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*Willian Morris: designer têxtil, poeta e ativista socialista inglês.

BRASIL

1.500

No Brasil, os índios são os nossos mais antigos artesãos.

Quando os navios portugueses chegaram na costa brasileira, já encontraram aqui muita história. As redes de tear manual, a pintura corporal, a cestaria com fibras e a arte plumária eram alguns dos sinais da rica capacidade criativa e produtiva do nosso povo nativo. 

​Os colonizadores não souberam - e nem quiseram - respeitar esses saberes. Voltados ao movimento estrangeiro de mecanização da produção, incitaram desde então nossa população a entender o "feito a mão" como algo arcaico, sinal de não desenvolvimento.

Essa foi a semente plantada em uma mente colonizada que 500 anos mais tarde ainda não se apropriou de sua identidade e carrega preconceitos para com sua própria essência.

 
 
 
 

HOJE

 

Nossos mestres hoje carregam no inconsciente os saberes de todo povo ancestral que aqui fez sua morada: índios, negros escravos, brancos colonizadores. Do Brasil, se fez mistura: caboclos, quilombolas, ribeirinhos, sertanejos, caiçaras, metropolitanos. Em todos os cantos do país, ainda resiste a veia artesã.

A evolução da humanidade nos últimos séculos trouxe impactos já bastante debatidos, mas ainda resistíveis à tentativa de combate: práticas de trabalho análogo ao escravo, uso de recursos de grande impacto ambiental, inacessibilidade das minorias, desemprego, consumismo desenfreado, padrões estéticos excludentes, depressão, insustentabilidade nos processos e nas relações, e todas as demais práticas que nos distanciaram de nossa própria essência.

Com o MAOS, a proposta é nos trazer para mais perto de nós mesmos: da nossa consciência como Brasil, como indivíduo e como natureza.

Nosso país, enorme territorialmente, tem grande oportunidade de brilhar na economia criativa. Não nos falta diversidade cultural para inspiração. Não nos cessa matérias primas naturais ou de reuso para trabalhar.

Que políticas públicas apoiem o produtor artesanal, e que o mercado se abra às novas possibilidades.

 

Mãos à obra!

em números

 

8,5 MILHÕES

de artesãos
no Brasil
(devido à informalidade
e à falta de apoio ao setor,
estima-se um número ainda maior.)

90%

dos artesãos
brasileiros
são MULHERES

50 BILHÕES

de reais
são movidos pelo artesanato anualmente no país

8%

do PIB nacional
é representado pelo
setor da Economia Criativa

dados do IBGE, 2009*

  pesquisa sociocultural
desenvolvimento
local
feito à mão
por elas!
comércio justo
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